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Orgulho de ser brasileiro, mas sobretudo carioca, um estado de espírito, um estilo de vida, nascido em Madureira no Rio, capital do samba, flamenguista e Beija-Flor de Nilópolis; sincero, franco, sem papas na língua, marrento, fala o que sente na lata

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O Linguarudo

29
Jun12

Passado e modernidade juntos no Porto Maravilha

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Cais e Jardim do Valongo, entregues pela prefeitura, se juntarão a empreendimentos modernos na nova Zona Portuária

 

 

Quem passar hoje pelo Cais e pelo Jardim do Valongo, na Zona Portuária, já conseguirá ter uma pequena dimensão do significado de Porto Maravilha. Mais do que revitalizar e repaginar a região, as obras entregues agora à população revelaram relíquias arqueológicas raras de se encontrar em qualquer lugar do mundo, tornando o Cais do Valongo um monumento a céu aberto.

 

Não é por menos: trata-se do maior porto de chegada de escravos do mundo que, segundo historiadores, pode ter recebido cerca de 1,2 milhão de pessoas trazidas da África, de meados do Século 18 até 1831. Os dois locais fazem parte do Porto Maravilha Cultural, um circuito histórico que inclui ainda a Pedra do Sal, o Largo do Depósito, o Instituto Pretos Novos e o Centro Cultural José Bonifácio. Os dois últimos também passam por reformas que serão concluídas até o fim do ano.

 

Até lá, o trabalho continua no canteiro de obras do Cais do Valongo com toneladas de entulhos retirados do local. São objetos de uso pessoal e religioso das classes dominantes e dos escravos. O ponto foi um dos principais pontos de chegada de escravos no início do século XIX. Lá foram encontrados, por exemplo, mais de 200 cachimbos, jogos de búzios, vasilhas em encruzilhadas e até uma caixinha de jóias com miçangas de um milímetro.

 

“Existe uma diversidade extraordinária  de objetos do século XIX. Os materiais dos escravos despertam maior interesse pois são muito raros de se encontrar por serem facilmente perecíveis, difíceis de encontrar em bons estados. Tanto que na literatura arqueológica são chamados de invisíveis. Eles mostram o discurso de indivíduos que não puderam depor sobre sua história. Tudo o que restou são esses objetos”, explica Tânia Andrade Lima, arqueóloga do Museu Nacional e responsável pelas escavações do Porto Maravilha.

 

O trabalho é minucioso: toneladas de materiais são levados para um canteiro, onde são peneirados, registrados e, às vezes, montados. Em alguns casos, são chamados especialistas em religiões africanas para informar sobre o valor de alguns objetos. Algumas pedras, disseram eles, estavam “vivas” e receberam todo o tratamento ritualístico necessário.

 

 

Já o Jardim do Valongo, construído em 1906 pelo então prefeito Pereira Passos como parte do alargamento da antiga rua do Valongo, hoje rua Camerino, foi criado para ser uma obra de contenção de encostas do Morro da Conceição. Seguindo o estilo de engenharia da época, o local se tornou ponto de encontro para passeios de fim de tarde da sociedade da época. A recuperação seguiu a técnica rocaille, em evidência na época, que consiste na reprodução de elementos da natureza, como rochas, cachoeiras, árvores e troncos, com concreto.

 

“Esta região está se modernizando com respeito ao passado. Aqui teremos novos edifícios modernos e sustentáveis em harmonia com casarios do final do século XIX e início do século XX”, comemora o coordenador do programa Porto Maravilha Cultural, Alberto Silva.

 

Fonte: CidadeOlimpica.com

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